quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Da felicidade ao penar

Tudo podia te dar, porém nada quiseste de mim, desgraçasse meu coração como qualquer outro mal irremediável, e logo eu que tinha por te um indescritível afeto, carinho e desejo, chego até a dizer que te amei
Miserável foste com todo o meu ser e sem a mínima piedade acabas tudo e se vai, talvez naquele momento eu não tivesse palavras para descrever tamanha atitude infeliz
Por algumas noites chorei e até pensei que a sua presença na minha vida nunca iria acabar, recuperar-me de tudo isso foi ainda mais cruel quando te vi dando a outro o amor que a tão pouco tempo foi meu
Nesse dia aprendi que muitas das coisas que nos satisfazem não nos agradam e tudo que nos agrada demora muito a nos satisfazer. Estaria mentido ao dizer que não lembro de você, só que agora quando te quero perto fumo um cigarro, ai lembro que o que me satisfaz momentaneamente pode me trazer sequelas para o resto da vida ou até pode matar-me e  isso me faz te esquecer até que precise de outro cigarro!


domingo, 23 de setembro de 2012

Nem tudo é inocência.




Queria sentir teu cheiro para que pudesse enfeitiçar meus desejos e assim buscar no mais íntimo dos teus anseios brincar como uma criança
Tocaria teus lábios com a delicadeza de um beijo e mostraria a ti que tudo pode ser mais perigoso e intenso do que você sempre pensou ser
Queria rasgar todos os seus temores e dançar junto com todos os seus medos seria uma honra apresenta-los aos prazeres que a dança trás
Instigaria-lhe para as maldades do mundo e lhe diria que tudo isso pode ser visto com outros olhos, basta apenas olha-los de forma diferente
Dar-lhe-ia o veneno do pecado e farei com que a mentira seja mascarada no insano desejo que termos um pelo outro
Arriscaria tudo, pois se só tivesse disposto a arriscar metade de mim de nada me serviria ter metade de você.
Gneres

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Nossos desejos



Por um momento te desejei, depois de muito te desejar percebi que te ter apenas perto de mim não era o suficiente, queria te ter só pra mim!
Porém, passei a te querer sempre mais e por varias noites dormia sentindo o teu cheiro e acordava com o teu abraço, tudo isso não passavam de lembranças que para mim foram tão reais e talvez para você nem tenham existido, por varias vezes cheguei a te ligar apenas para saber como foi seu dia e mesmo que eu não tivesse feito parte dele só em saber que foi tudo bom já me deixava tranquilo e me fazia dormir em paz.
Sentia sua presença e podia ouvir sua voz sempre que pensava em você e isso aumentava a minha dependência, não sabia se aquela forma de desejo era saudável, mas aquilo me cosumia de uma forma que qualquer explicação lógica era uma simples loucura.
Eram poucos os momentos em que você cedia e me deixava realizar loucuras momentâneas, nessas situações não me importava às pessoas, o lugar ou o que era feito, aquele era o meu momento e eu sabia aproveitar da melhor forma.
Ainda não sei se chegarei a realizar todos os meus desejos com você, o que sei é que posso me acostumar a ter pequenos momentos de intensidade ao invés de eternidades de calmaria!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

As varias faces do amor



Para tantos que amam e desamam, e que tem a certeza que o amor jamais vai acabar tenho uma pergunta, o sentimento do amor é aquele que deixa as pessoas tristes e aos cantos pensando nas coisas que disse ou nos atos que erroneamente tiveram durante um segundo depois de vários dias com a pessoa amada?Por que pude ver varias representações do amor e em algumas fiquei impressionado com a sua bela face, em outras enfurecido com suas varias faces e por muitas vezes desamparado por nenhuma das suas faces agradar-me.Não questiono quando as pessoas usam a palavra amor para definir uma pessoa, acho que isso é até bonito, parece que quando se ama muitas coisas são deixadas de lado para o bem comum, estranho o que deveria ser de dois acaba sendo de um só!Por isso que amar de um jeito diferente é preciso, não olhar as faces, mas ver e conviver com o que elas trazem não se decepcionar com o outro, mas perceber que tudo é crescimento, fazer das aprendizagens e de momentos únicos lembranças boas e vive-las sempre que preciso.Por isso nunca duvide da minha capacidade de amar, eu posso lhe surpreender com palavras e com atos.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Aos loucos, um pouco de prazer



Talvez esperássemos por aquele momento há dias, quem sabe ele não seria a nossa ultima oportunidade, o medo, a duvida e a loucura eram constantes e se faziam presente nos mínimos detalhes, fomos além, deixamos tudo isso de lado e os tratamos como apenas mais um ingrediente para explodir tudo que queríamos e que podíamos fazer.
Por alguns momentos pensamos que tudo era só nosso e que nada poderia nos atingir, mergulhamos em uma mistura de prazer e fogo com uma leve pitada de fantasia, estava tudo perfeito, momentos curtos que acabam ficando eternizados e se fazem presente sempre que lembrados.
Mas, toda loucura se esconde na realidade e essa fez questão de nos tirar todo o prazer da carne e todo o suor que nossos corpos misturavam minuto a minuto, em instantes nossa aventura foi desfeita, não porque queríamos, mas porque fomos obrigados a acordar.
Quem sabe se você tivesse me ouvido sem questionar nossa fantasia não teria durado o tempo que queríamos, agora não poderemos mais saber, mas uma coisa é certa sabemos até onde podemos ir e o que podemos fazer ...
Posso ser louco para alguns, mas também posso ser varias outras coisas para você, o que muda não é a pessoa e sim a intensidade.

Aos que conhecem o amor...




Um dia passando por uma estrada o poeta encontra uma garotinha, menina pequena de uma aparência doce e com falas e sentimentos de uma pessoa que ainda não tinha se deparado com os infortúnios da vida.
Depois de muito caminhar juntos, a menina olha para o poeta e percebe que ele tem muito a contar da vida, esses sinais estão nas mãos calejadas, no rosto queimado do sol, no corpo deformado pelo tempo e nos cabelos brancos tingidos pelos seus muitos anos vividos.
A garotinha lhe faz uma pergunta: senhor o que é o amor?
E o poeta brevemente lhe responde, o amor é uma mistura de sentimentos verdadeiros, um conjunto de desejos que faz das pessoas que o sentem serem cada vez mais livres e atraídas um pelo outro, faz com que os corações possam desbravar das mais improváveis aventuras e fazem das tristezas momentos passageiros que as vezes são até esquecidos.
Amar é abrir mão de tudo por um só, é não desejar por estar completo é sentir-se bem em saber que faz alguém bem... Mas, algumas pessoas não entendem dessa forma e fazem do amor qualquer um dos sentimentos mais simples, a eles deixo essas palavras...
“E aos que dizem que quando acharam um amor encontraram a felicidade às vezes nem desconfiam que o que tem é um sentido de completude aparente e o que eles chamam de felicidades e uma alegria momentânea que o tempo fará questão de mudar.”

domingo, 8 de julho de 2012

Nossas cenas



Todos nós somos personagens de nossa historia, encenamos cada cena como se tudo dependesse daquele momento, temos ao longo da vida vários atos falhos que são reencenados com outras pessoas em diferentes momentos e lugares, em busca de encontrar a tão esperada perfeição.
Às vezes nossos personagens são escolhidos pelo momento, pela necessidade, pela obrigação, não sei ao certo o que coloca pra fora toda essa explosão de coisas, nossos sentimentos, nossas emoções as coisas ruins e boas da vida, é interessante saber que você pode esta feliz e triste ao mesmo tempo.
Talvez sejamos apenas um ato falho, que sem roteiro e sem direção acontece e não se explica, acaba, mas sem chegar a um final, continua, mas nem deveria ter começado. O grande problema de tudo isso é quando o personagem confundisse com o nosso real papel, pois temos que buscar dividir tudo isso em partes diferentes, real de imaginário, sonho de realidade e quando não conseguimos fazer isso com a mais fina das perfeições os papeis se entrelaçam e às vezes são tão parecidos conosco que entramos em crise. Dessa forma não sabemos qual papel encenar e tendemos a baixar as cortinas do nosso grandioso espetáculo, não por falta de platéia, mas por não ter o que mostrar.
Gustavo Neres
12/06/2011