terça-feira, 21 de agosto de 2012

Aos loucos, um pouco de prazer



Talvez esperássemos por aquele momento há dias, quem sabe ele não seria a nossa ultima oportunidade, o medo, a duvida e a loucura eram constantes e se faziam presente nos mínimos detalhes, fomos além, deixamos tudo isso de lado e os tratamos como apenas mais um ingrediente para explodir tudo que queríamos e que podíamos fazer.
Por alguns momentos pensamos que tudo era só nosso e que nada poderia nos atingir, mergulhamos em uma mistura de prazer e fogo com uma leve pitada de fantasia, estava tudo perfeito, momentos curtos que acabam ficando eternizados e se fazem presente sempre que lembrados.
Mas, toda loucura se esconde na realidade e essa fez questão de nos tirar todo o prazer da carne e todo o suor que nossos corpos misturavam minuto a minuto, em instantes nossa aventura foi desfeita, não porque queríamos, mas porque fomos obrigados a acordar.
Quem sabe se você tivesse me ouvido sem questionar nossa fantasia não teria durado o tempo que queríamos, agora não poderemos mais saber, mas uma coisa é certa sabemos até onde podemos ir e o que podemos fazer ...
Posso ser louco para alguns, mas também posso ser varias outras coisas para você, o que muda não é a pessoa e sim a intensidade.

Aos que conhecem o amor...




Um dia passando por uma estrada o poeta encontra uma garotinha, menina pequena de uma aparência doce e com falas e sentimentos de uma pessoa que ainda não tinha se deparado com os infortúnios da vida.
Depois de muito caminhar juntos, a menina olha para o poeta e percebe que ele tem muito a contar da vida, esses sinais estão nas mãos calejadas, no rosto queimado do sol, no corpo deformado pelo tempo e nos cabelos brancos tingidos pelos seus muitos anos vividos.
A garotinha lhe faz uma pergunta: senhor o que é o amor?
E o poeta brevemente lhe responde, o amor é uma mistura de sentimentos verdadeiros, um conjunto de desejos que faz das pessoas que o sentem serem cada vez mais livres e atraídas um pelo outro, faz com que os corações possam desbravar das mais improváveis aventuras e fazem das tristezas momentos passageiros que as vezes são até esquecidos.
Amar é abrir mão de tudo por um só, é não desejar por estar completo é sentir-se bem em saber que faz alguém bem... Mas, algumas pessoas não entendem dessa forma e fazem do amor qualquer um dos sentimentos mais simples, a eles deixo essas palavras...
“E aos que dizem que quando acharam um amor encontraram a felicidade às vezes nem desconfiam que o que tem é um sentido de completude aparente e o que eles chamam de felicidades e uma alegria momentânea que o tempo fará questão de mudar.”

domingo, 8 de julho de 2012

Nossas cenas



Todos nós somos personagens de nossa historia, encenamos cada cena como se tudo dependesse daquele momento, temos ao longo da vida vários atos falhos que são reencenados com outras pessoas em diferentes momentos e lugares, em busca de encontrar a tão esperada perfeição.
Às vezes nossos personagens são escolhidos pelo momento, pela necessidade, pela obrigação, não sei ao certo o que coloca pra fora toda essa explosão de coisas, nossos sentimentos, nossas emoções as coisas ruins e boas da vida, é interessante saber que você pode esta feliz e triste ao mesmo tempo.
Talvez sejamos apenas um ato falho, que sem roteiro e sem direção acontece e não se explica, acaba, mas sem chegar a um final, continua, mas nem deveria ter começado. O grande problema de tudo isso é quando o personagem confundisse com o nosso real papel, pois temos que buscar dividir tudo isso em partes diferentes, real de imaginário, sonho de realidade e quando não conseguimos fazer isso com a mais fina das perfeições os papeis se entrelaçam e às vezes são tão parecidos conosco que entramos em crise. Dessa forma não sabemos qual papel encenar e tendemos a baixar as cortinas do nosso grandioso espetáculo, não por falta de platéia, mas por não ter o que mostrar.
Gustavo Neres
12/06/2011

Esperança



A possibilidade de ficar só me apavora
A vantagem de não me entregar me aprisiona
O medo de ser o que sou me consome
A coragem que me acompanhava agora anda desprendida de mim
Tudo aquilo que construí do meu ser acaba de desmoronar sobre mim e não tenho como me proteger
 Vi também que tudo que a mim foi dado ou por mim foi construído, não me pertence, mas sim a outra pessoa que é totalmente diferente de mim
Também vi que a esperança por ser a ultima que morre ainda arranha as paredes do poço, mas seus gritos e suas suplicas não são ouvidas nem sentidas, simplesmente não surtem mais nenhum efeitos sobre mim.
Gustavo Neres
04/04/2007

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Aos seus medos




Por muitas vezes você me limitou, pensei que fosse pequeno como você sempre disse que era, errei muito por ter sempre acreditado em você, sempre soube que podia errar bem mais se não fosse a sua ajuda, mas você me aprisionou.
Fechei meus olhos para as novas oportunidades e preferi ver o que você mostrava e em vários momentos ouvia e calava diante das suas falas, até mesmo quando me dizia que muito do que eu sonhava era só sonho e nunca poderia ser realidade.
Com o tempo percebi que por errar pouco não aprendi o que deveria ter aprendido e por te ouvir demais acabei viciando meus ouvidos nos baixos estímulos que tinha e meus olhos não viam nada mais do que você sempre me mostrava.
Quebrei a barreira, foi além do que você esperava, na verdade fui além do que eu mesmo esperava de mim, parei de te ouvir e agora ouço vários sons e percebo tantas coisas diferentes
Tirei a viseira que você me condicionava e passei a ver todas as pessoas que estão ao meu redor e percebi que todas elas podiam ensinar bem mais do que você pensava
Soltei as amarras que você impôs e te mostrei que meus sonhos podem e serão realizados, que minha vida deve ser vivida por mim e que você não irá mais limitar minhas oportunidades e nem fará as minhas escolhas...
Não sou fraco e não tenho mais medo de você, a verdade é que você pode até me ajudar a viver, mas não será necessário para limitar minhas ações.
26/06/12
Gneres

Agora sem ela...


Esse é um pouco diferente do estilo aqui postado, mas também é um dos meus escritos então vale a pena colocar.


No pique do frevo nas ladeiras de Olinda encontrei uma menina linda, que na hora me apaixonei, no meio de tanta gente essa menina me conquista foi amor à primeira vista, mas eu não imaginava que quando o carnaval acabava o amor se desfazia, foi embora minha alegria, anoiteceu o meu dia e agora quem me dera se eu encontrasse ela pelas ruas ou ruelas por onde um dia caminhei lhe diria meu amor volte pra mim por favor pois um amor igual ao seu eu nunca mais encontrei.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Certezas de quê?



E quando tudo isso acabar, como faremos para ter um novo começo
E quando todas as pessoas descobrirem a tua farsa como te esconderás
E quando a mascará que tu sempre usavas for tirada da tua face o que cobrirá essas marcas que tanto você esconde
E quando as mais doces das tuas mentiras forem sentidas como um gosto amargo semelhante ao fel
E quando todos perceberem que os teus escritos em nada te representam
E quando você perceber que tudo que você fez não foi o suficiente, que as mentiras não te fizeram crescer, que as pessoas não te fizeram feliz, que os momentos não te trouxeram nenhum aprendizado
Será nesse momento onde perceberás que tua alegria não passa de uma mera aparência e que sempre disfarçasse teus sentimentos por medo de pensar que eles serão a única coisa que não irias controlar
Ser feliz não significa viver em um mundo de fantasias, não significa fazer com que todos riam na sua presença, pois o pior palhaço é aquele de não aprende que tudo um dia perde a graça.