sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sabrina



Então ela saiu, deixou pra trás todas as incertezas e antigos amores que o passado fazia questão de guardar e o presente tentava de todas as formas esquecer, alguns desses tentavam até perturbar o futuro, porém sem sucesso...
Para ela o amor tinha sido uma experiência prazerosa e passageira, de alguns dias e de varias noites, nada que aconteceu foi por acaso, sempre tinha um olhar, um cheiro, um toque diferente e com isso ela percebeu que não estava perdida no mundo e suas escolhas não eram a sorte, por algumas vezes ela misturava decência com álcool ou paixão com lagrimas, mas nunca misturou correntes com o amor...
As amarras que a prendiam tinham outras formas, o desejo, o proibido, o perigoso isso a prendia mais do que qualquer corda ou corrente amarrada nos pés, na verdade ela percebeu que não tinha pés e que por toda vida flutuo, por isso era tão diferente, por isso não se apaixonava, por isso não conseguia terminar o seu suco ... não tinha outra parte da sua laranja e pra ser sincera nem ela sabia se era laranja ou não, mas também do que importava, os sabores das coisas foram criados com as experiências que ela teve e não com o que ela ouvia das pessoas.

Com um sorriso no rosto ela nunca foi de ser uma só, sempre teve planos, loucuras e escolhas que por ventura poderiam ser mal feitas, mas que na verdade sempre a levavam para algum lugar, nem que fosse a uma cama de um motel barato, pra ela não importava o luxo das paredes e sim o prazer, o suor e o gozo que os dois corpos poderiam proporcionar-se...

sábado, 8 de novembro de 2014

Nosso amor


Hoje acordei tão feliz, disse que te amo varias vezes
Hoje o nosso amor é tão lindo quanto qualquer coisa que possa existir, não respiro sem você, não vivo sem você
Amo-te em todas as formas de amar em todas elas sem exceção
Engraçado como ontem te vi conversando com outra pessoa e você parecia tão feliz
Diferente de outros dias você não me beijou quando chegou e agora parece está com o coração tão frio
É difícil encarar a realidade, mas será que o que sentíamos era amor...
Foi tudo tão rápido, anteontem era você, ontem nós e hoje apenas eu.
Não queria te deixar partir, mas não pude ir de encontro ao amor, engraçado até ontem você nem sabia se me amava, hoje além de não me amar já ama outra pessoa pela eternidade

Não sei se foi você ou se fui eu, mas acho que erramos o nome do que sentíamos um pelo outro, se não erramos no nome erramos na intensidade, depois de você percebi que amar e desamar é fácil, difícil é esquecer as lembranças de todos esses amores ...

sábado, 4 de outubro de 2014

Vermelho sangue




Os momentos de encontro são vividos no pico da intensidade e do desejo.
Parece que todos os anjos e demônios pairam no teto da casa e a todo momento fazem visitas espontâneas a cama, determinando momentos de calmaria e agressividade.
Hora ou outra o desejo ultrapassa a barreira do interno e é saciado quando os dentes sentem o gosto da carne ou quando os olhos e ouvidos veem e ouvem os gritos desconcertantes de dor que afugentam os sutis anjos e fazer sorrir os demônios que ali estão.
A briga entre os corpos acontece a todo momento, nela há uma mistura de suor, desejo, força e agressividade.

Com outros corpos esse desejo hora ou outra era inibido, julgado com prejudicial à parte desfavorecida, tido como louco...
Mas com ela é diferente, com ela a loucura é completada, não há gritos de dor, não há repulsa, com ela o animal é instigado, ela clama pela dor e expele desejo o que em outros corpos o resultado é a dor e a repulsa.
Nada cativa mais a voracidade do animal que o seu desejo realizado.
E no final de toda essa briga de desejo, loucura e saciedade ficam as marcas de um bicho voraz que encontrou a presa certa disposta a reder-se aos seus devaneios, a harmonia entre anjos e demônios e a vontade marcada do querer mais ...

sábado, 5 de julho de 2014

Meus pensamentos sobre você


Pensei por varias vezes que tínhamos sonhos juntos, mas percebi em decisivas situações que eu tinha sonhos e você apenas vivia o momento
Escrevi por varias vezes meus planos para nós de caneta no papel e você sempre pedia para que eu escrevesse à lápis, de certa forma via aquilo de uma maneira positiva pois todo sonho pode ser melhorado a com a caneta isso ficaria mais difícil. 
Conversávamos sobre muitas coisas, mas o nós sempre ficava de fora da conversa, engraçado para quem se achava um conhecedor você pouco demostrava isso ou eu pouco percebia
Limitamos nossas vidas, vivemos alguns maus momentos, algumas noites mau dormidas, umas interrompidas pelo desejo e pelo suor outras por planos frustados e lagrimas 
Parece que recorríamos ao passado para melhorar o futuro, isso por algumas vezes deu certo, mas apelamos demais, relembramos erros, raspamos a carne viva de algumas feridas que não estavam cicatrizadas ainda, isso foi fatal
Em algum momento a firme linha que nos prendia quebrou, outras pessoas ou planos invadiram as nossas vidas como uma onda invadindo castelos de areia, ora sorrateira e delicada ora forte e devastadora
Por dez minutos lembramos de tudo que fizemos e sentimos, tínhamos e deixamos de ter, dos planos, das metas, não lembramos acertos, mas fizemos muitas referencias aos erros
Por hora sorrimos, mas na verdade fazíamos manobras para conter as lagrimas, em alguns momentos olhar nos olhos era tão difícil quanto reconstruir o castelo de areia
Um abraço seco e vago foi o que nos sobrou diante de todo os dez minutos de conversa que tivemos, pensei que você era o meu herói, pra falar a verdade pensei que você era tanta coisa que você não era, mas que eu queria que fosse
Não quero aceitar que me acostumei a você, isso nunca fez parte dos meus pensamentos e você deve saber disso, na verdade está sem você nunca tinha feito parte dos meus pensamentos, até hoje...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A sereia



Ela tão bela ao olhar o mar, procura respostas que a imensidão de aguas talvez não possa refletir
Parece que tudo aquilo que ela tinha construído foi colocado à prova de uma forma muito diferente e brusca
Talvez ela ainda não estivesse preparada para saber ou ouvir as coisas que ouviu, quem sabe ainda não soubesse entender tudo aquilo
Para ela era tudo tão novo, tão anormal, talvez as coisas não pudessem acontecer daquela forma estranha
Porém, os tempos mudaram, agora são outras regras, outras formas de ter, sentir, amar
Talvez ela não estivesse preparada para tamanha mudança, talvez o mar pudesse ajuda-la com as escolhas que por ventura pudesse ter feito
Não sabemos ao certo qual a resposta dada pela sereia a essa mudança repentina, esse jeito novo de ter e não ter, de atiçar e controlar o desejo
Não sabemos ao certo se o mar a ajudou a esclarecer as coisas que por algum tempo perturbaram a calmaria que era a sua vida
Com o tempo a sereia acabou percebendo que o sentimento virou uma droga que a envolvia cada vez mais nesse jogo perigoso e que as palavras soavam como um desejo bom que ela por ventura julgava ter posse
Dessa vez ao olhar o mar ela entendeu que nada é por acaso, sentiu de uma forma diferente a brisa que outrora não sabia que existia, percebeu que antes de chegar ao mar tinha uma grande parte de areia e assim sentiu a firmeza que a areia a proporcionava, por fim viu o sol e esse clareou todas as ideias que tinha com relação a tudo que poderia enfrentar
Ao olhar pra trás ela percebeu que nem tudo que passou foi ruim, e que agora poderia seguir o caminho que quisesse sem importar-se com os desafios, incertezas ou qualquer outro problema que fizesse mal ao coração...

sábado, 5 de abril de 2014

O fim






Parece que todo esse tempo tínhamos algo guardado para falar um ao outro, mas que era mascarado, escondido e muitas vezes negado por uma ou pelas duas partes
Hoje foi o dia que podemos ver que nossas tentativas de continuar não tinham surtido o efeito necessário e só nos prejudicavam em longo prazo
Postergamos a decisão final por tanto tempo que o tempo acabou sendo prejudicial às duas partes
Parece que o costume que tínhamos um com o outro tomou o lugar de um sentimento bem diferente
Erramos em pensar ser diferente o que sempre fizemos de forma igual, erramos em fechar os olhos para situações que não eram em momento algum aceitáveis, mas que para nos manter fechávamos os olhos e partíamos do princípio que o que não é visto não é lembrado ou não é verdade
O fim serviu para pudéssemos testar nossas fraquezas e nossas muralhas, a todo tempo os olhos brilhavam, mas não era mais o brilho do início e sim o brilho de possíveis lágrimas que a todo tempo hesitavam em sair, nesse momento percebi que eu não era tão forte como pensava é que você não era tão fraca como eu pensei
Por fim nos despedimos, com caminhos diferentes, ideias diferentes, parece que já podíamos caminhar sozinhos em busca de melhores caminhos e dessa vez cada um por si.
Agradeço a você por ter tentado com todas as forças mudar a loucura dos meus dias, mas descobrimos juntos que não é fácil mudar a essência de um ser.
Que as aprendizagens vividas sejam úteis para toda a vida ...

domingo, 19 de janeiro de 2014

Como não lhe odiar

Eu odeio você pelos ataques repentinos de loucura que você tem
Pelas situações reais da vida que você transforma em brincadeira o tempo todo
Pelos sorrisos em horas inconvenientes
Por não dar-me as resposta que eu queria ouvir, mesmo quando você as tem
Por me dizer a verdade mesmo quando eu não estava preparado para ouvi-las
Odeio-lhe por não ter feito as minhas escolhas ou marcado os caminhos para que eu pudesse lhe seguir
Odeio por nunca ter visto uma lágrima cair dos teus olhos no momento em que isso seria normal a todos
Talvez eu quisesse ser você o tempo todo, em alguns momentos tive medo de fazer minhas escolhas em outros reprimi o meu sorriso e nem sei o motivo, por tantos momentos fui sano demais e acabei ouvindo tantas mentiras que os loucos costumavam questionar antes de acreditar e chorei tantas vezes mesmo quando precisava demonstrar força
Talvez eu não deva lhe odiar, mas quem sabe lhe agradecer...